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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Transfusões de sangue: Perguntas e acusações respondidas

Transfusões de sangue: Perguntas e acusações respondidas



Como muitos leitores sabem, as Testemunhas de Jeová defendem o ensino bíblico de que o sangue é sagrado e que os cristãos devem abster-se entre outras coisas de transfusões de sangue.
Ao longo dos anos e através de diferentes meios temos recebido várias perguntas ou acusações sobre esta posição. Abaixo reproduzimos algumas destas questões junto com suas respostas.

Hoje em dia, a maioria das transfusões não são de sangue total, mas de algum componente sanguíneo. No entanto, a torre de vigia proíbe qualquer um dos componentes primários de transfusão de sangue: glóbulos vermelhos, glóbulos brancos (leucócitos), plaquetas ou plasma, mas permite os componentes secundários, tais como a albumina, hemoglobinas, etc. Como a torre de vigia decide quais são os componentes primários e quais são os secundários?
Nas mensagens recebidas sobre o assunto, que muitas vezes falam da "organização Torre de Vigia", as expressões que são usadas são: a torre de vigia “permite”, “proíbe”, “decide”... Deve-se primeiro ser salientado que a torre de vigia não é mais uma entidade legal da Pensilvânia (EUA), cujo presidente nem sequer é um membro do corpo Governante das Testemunhas de Jeová. De modo que quem trata desse assunto em nossas publicações são os que tomam a dianteira nas congregações em todo o mundo, os irmãos que formam o conselho de administração central, (ou Corpo Governante). A linguagem que é utilizada de que o corpo governante “permite”, “proíbe”, “decide”, etc., pelo menos, não parece muito correta. O corpo governante não proíbe, mas entendemos que é Deus que proíbe o uso indevido de sangue, de acordo com o que a Bíblia diz. (Não é o objetivo deste blog apresentar os argumentos bíblicos contra o mau uso do sangue, par isso se pode contatar qualquer Testemunha de Jeová ou acessar o site oficial www.jw.org). E agora, abordaremos diretamente a questão:

As Testemunhas de Jeová não usam quaisquer parâmetros para determinar quais são os componentes primários ou secundários. Qualquer pessoa que tenha estudado, viu na escola que os quatro componentes do sangue são os glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas e plasma. Certamente não há dificuldade em encontrar essa divisão em qualquer obra de referência, não é uma invenção da organização. Portanto, a pergunta deveria ser feita aos cientistas, não as Testemunhas de Jeová. Em suma, o sangue é definido como um fluido, incluindo o plasma, glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Portanto, cada uma dessas partes em si é um componente básico do sangue e, portanto, é considerado inaceitável. E os componentes dos componentes? Fazem parte do sangue? Essa é uma decisão pessoal de cada testemunha, e é isso que as publicações não usurpam da autoridade, mas muito pelo contrário: cada pessoa decidirá através de sua consciência.


Por exemplo, O plasma sanguíneo é componente líquido do sangue, no qual as células sanguíneas encontram-se suspensas. Apresenta coloração amarelada e corresponde a aproximadamente 55% do volume sanguíneo total. De modo que a Torre classifica-o na lista de "componentes primários". No entanto, no plasma sanguíneo são encontradas diversas substâncias, como: água (92%), proteínas (fibrinogênio, albumina e globulina), sódio (7%), gases, nutrientes, excretas, hormônios e enzimas. Este componente líquido também pode servir como reserva de proteínas do corpo. Por que é que a Sociedade torre de Vigia permite que as Testemunhas de Jeová aceitem TODOS os componentes separados do plasma, mas proíbe o próprio plasma?
Transfundir todos os componentes do plasma separadamente é uma situação absurda e que não reflete a posição das Testemunhas de Jeová. Quem poderia recusar uma transfusão de plasma e aceitar várias transfusões de diferentes componentes do plasma um após o outro? Mesmo, o médico iria prestar-se a esse absurdo? Não. O que algumas Testemunhas de Jeová aceitam é um tratamento com um componente de plasma individualmente. (Além disso, como dito acima, as Testemunhas de Jeová não proíbem, mas entendem que é a Bíblia que proíbe).

As Testemunhas de Jeová dizem que certos componentes são permitidos porque são quantidades muito pequenas. No entanto, por que é que componentes como as plaquetas e os glóbulos brancos (1% do volume do sangue) são proibidos enquanto um componente maior como a albumina (2,2%) é permitida, isso não é uma contradição?
Este tipo de argumento é chamado de falácia do espantalho (também conhecida como Falácia do homem de palha). É um argumento em que a pessoa ignora a posição do adversário no debate e a substitui por uma versão distorcida, que representa de forma errada esta posição. Onde está a distorção nesse caso? As Testemunhas de Jeová nunca alegaram que o motivo de usarem certas terapias por motivos de consciência é a quantidade de sangue utilizado.
A verdade nessa questão é que a Bíblia não especifica se a proibição de sangue aplica-se a frações de componentes secundários. Ou seja, a questão não é se a quantidade de sangue é grande ou pequena (as Testemunhas rejeitam todo o sangue e seus componentes principais, seja grande ou pequena a quantidade), mas se as frações dos componentes podem ser consideradas sangue ou não.
Testemunhas que decidem aceitar uma fração, estão convencidas de que não violam o mandamento do sangue. Para eles, uma fração de uma fração não é o próprio sangue, do mesmo modo que o hidrogênio e o oxigênio não são apenas água. Outros, no entanto, preferem rejeitar tudo o que tem origem sanguínea, mesmo que não possa ser propriamente chamado de "sangue".


Podemos citar um exemplo: de que é composto o ovo? Basicamente é formado pela clara e a gema (esses seriam os componentes primários), porém, existem outras substâncias contidas no ovo como a albumina, componente também presente no plasma sanguíneo, (este seria um componente secundário) essa proteína está contida na clara do ovo em cerca de 55% e é um dos suplementos mais consumidos no mercado do fisioculturismo. Entre uma das principais características da clara de ovo está o fato de que ela é composta por 90% de água e 10% de proteínas. Apesar disso, a clara não contém todas as proteínas do ovo, uma vez que a gema contém 50% do total dos nutrientes. Outros nutrientes da clara de ovo são: Selênio, Potássio, Magnésio, Riboflavina (vitamina B2), Ácido pantotênico (B5), Colina, Betaína, Folato. O fato de algumas pessoas utilizarem a albumina como proteína alimentar para aumentar o desempenho físico quer dizer que ela está consumindo ovo? Não, no máximo, para se afirmar algo do tipo poderia dizer que se consome a clara ou a gema do ovo, nesse caso seriam partes do ovo, mas uma única proteína não corresponde ao ovo, pois só a clara , como vimos, é formada por vários outros nutrientes. Por isso, muitos se refreiam de consumir ovos, uma vez que contém gorduras, então algumas pessoas preferem fazer uso exclusivamente da proteína. Da mesma forma, utilizar a albumina do plasma sanguíneo não representa o sangue total, pois é apenas um componente dentre tantos outros.

Por que se proíbem os glóbulos brancos (leucócitos) quando se sabe que estes circulam por todo o corpo, não apenas no sangue, de modo que um órgão transplantado ou leite materno estão cheios de glóbulos brancos. Não teria de proibir o transplante de órgãos e o leite materno também?
Os leucócitos são de acordo com a ciência médica um dos componentes básicos do sangue, por isso é coerente abster-se de glóbulos brancos. Circulam principalmente no sangue, embora também possam passar através das paredes dos vasos e atuar em tecidos. Os glóbulos brancos que são componentes do sangue são diferentes em suas funções dos glóbulos brancos encontrados no leite. Os glóbulos brancos encontrados no leite não são utilizados em terapias de transfusões. Sobretudo, a proibição bíblica tem haver com sangue e não com o leite. As Testemunhas de Jeová recusam unicamente leucócitos provenientes do sangue e não aqueles que podem estar presentes no leite ou tecidos ou na carne de animais que comemos. Se há leucócitos presentes ou outros componentes sanguíneos presentes em outros lugares o cristão não tem porque ficar preocupado. Quando os israelitas foram ordenados a sangrar os animais, todos sabiam que há sempre vestígios de sangue na carne, mas foi suficiente para mostrarem respeito pela vida ou sangue.

Por que as Testemunhas de Jeová podem se beneficiar quando outros doam sangue para receberem os componentes secundários, mas elas próprias não podem ser doadoras de sangue?
Não temos conhecimento de qualquer publicação que proíba doar sangue. Mas há o fato de o doador não saber o uso que terá o seu sangue, então é razoável evitar que façam uso de seu sangue que poderia violar a sua consciência.

Se armazenar o seu próprio sangue para transfusão autóloga é errado, porque o sangue deve ser derramado no chão, por que permitem o uso de frações de sangue, onde requer que o sangue seja doado e armazenados ao invés de derrama-lo?
O que é considerado uma objeção de transfusão autóloga é o fato de armazenar o sangue para depois voltar a usa-lo como tal. O mandamento da Lei mosaica de derramar o sangue no chão (Lev 17:13, por exemplo) foi baseado no princípio de dar a Deus o que é seu. Não é uma simples ação literal, mas simbólica. Quando o sangue tiver deixado o corpo, ele não pode entrar em outro corpo (nem no seu próprio). Portanto, um cristão não pode armazenar o seu próprio sangue para reinjetá-lo ou para que possa ser transfundido para os outros. Mas, seria impróprio usá-lo para extrair dele alguma fração? Nesse caso, deixaria de ser sangue, de acordo com a consciência de algumas Testemunhas.

Por que dar tanta ênfase em todas as doenças transmitidas por transfusões?
Embora as transfusões de sangue carreguem riscos de saúde que o paciente tem o direito de saber, tais riscos nunca foram apresentados como a razão para rejeitá-los.

Como é entendido que uma testemunha não aceita uma transfusão de sangue e, por outro lado, pode receber um transplante de órgão, que pode conter o sangue de outra pessoa?
Em muitos casos, durante as operações de transplantes são normalmente realizadas transfusões de sangue, o que obviamente não é aceito. Mas se há vestígios mínimos de sangue no órgão transplantado, o sangue não está a ser empregue como tal, também quando restam vestígios de sangue na carne animal, como mencionado antes.

Se o consumo de sangue era um pecado de morte, por que eles não foram executados quando os homens de Saul passaram a comer carne com sangue? [1 Samuel 14: 31-35]
Que foi um pecado grave é claramente afirmado na Bíblia em Levítico 17: 10-14. De modo que foram tratados com misericórdia porque não tinham desobedecido deliberadamente. Não há razão para supor que desobedeceram de propósito e com total falta de respeito. A história diz que o povo “abateram no chão, comendo a carne junto com o sangue." Deviam ter tentado sangrarem os animais, mostrando assim um grau de respeito pela lei. No entanto, devido à fadiga e à fome (o contexto mostra que estavam sofrendo devido ao juramento irresponsável de Saul), eles não foram devidamente sangrados. “Pegaram ovelhas, bois e novilhos, e os abateram no chão”. Assim, apesar de não terem a intenção de desobedecer à lei de Deus, eles não obedeceram de modo correto. Deus perdoou-lhes a vida, mas ao mesmo tempo não aprovou a sua ação, o que é muito interessante, porque mostra que uma emergência não justifica a desobediência a Deus.

Tendo em conta que um israelita em caso de necessidade podia comer um animal que tinha morrido e não foi devidamente sangrado. [Lev. 17:15], e o resultado é que foi considerado apenas como impureza, por que as Testemunhas não aceitam sangue, se necessário?
Em Levítico 5:2, que diz: “Quando uma alma toca em alguma coisa impura, quer seja o corpo morto dum animal selvático impuro . . ., embora lhe fique oculto, ainda assim ele é impuro e se tornou culpado.” Sim, Deus reconhecia que um israelita poderia inadvertidamente errar. Portanto, pode-se entender Levítico 17:15 como provisão para tal erro. Por exemplo, se um israelita comesse carne que lhe fosse servida, e depois descobrisse que esta não fora sangrada, ele era culpado de pecado. Mas, por isso ter sido inadvertido, podia tomar medidas para se purificar. O seguinte, porém, é digno de nota: Se ele não tomasse essas medidas, ele teria “de responder pelo seu erro”. — Levítico 17:16.
Portanto, comer carne não-sangrada não era assunto trivial; podia até mesmo resultar em morte. Nenhum adorador verdadeiro (israelita ou forasteiro plenamente prosélito) podia comer intencionalmente carne não-sangrada, não importava se fosse dum animal que morrera por si só, que fora morto por outro animal, ou que fora abatido por um humano. (Números 15:30) O conselho apostólico confirmou isso. Ao escrever aos cristãos que constituíam o espiritual “Israel de Deus”, proibiu comer carne estrangulada, quer a carne não-sangrada procedesse dum animal que morrera por estrangulamento acidental, quer procedesse dum estrangulado por homem. — Gálatas 6:16; Atos 21:25.

Se as Testemunhas dizem que deve derramar o sangue que é retirado do corpo, por que elas fazem exames de sangue?
O sangue depois de analisado é descartado, não é usado para reintroduzi-lo no corpo.

Uma Testemunha de Jeová deve até morrer por causa de uma recusa de transfusão de sangue, da mesma maneira que fizeram as que acreditavam que os transplantes e as vacinas eram proibidas?
As testemunhas de Jeová não desejam morrer, mas querem o melhor tratamento ou tratamentos alternativos.
Não temos conhecimento de que qualquer testemunha que morreu como resultado de recusar uma vacina ou um transplante. Além disso, as opiniões expressas sobre as vacinas há cerca de 80 anos e dos transplantes à 60 anos atrás não são comparáveis ​​com a posição firme contra as transfusões de sangue, conforme explicado em detalhe nos dois artigos correspondentes que estão disponíveis neste blog.

Por que as Testemunhas de Jeová afirmam que a rejeição das transfusões é uma decisão pessoal, quando todo mundo sabe que é uma posição geral de sua organização, e que a pessoa é expulsa quando se opõe?
A decisão de não aceitar todo ou qualquer um dos quatro componentes básicos do sangue é uma decisão individual, onde houve um processo de estudo da Bíblia, antes de fazer confissão de fé como Testemunha de Jeová. É uma decisão que é tomada depois de uma análise cuidadosa do conceito bíblico, ninguém pode tomar uma decisão pela outra pessoa nem impô-la. É verdade que é uma parte inseparável do nosso corpo doutrinal, como também é a crença em um único Deus, não um deus trino, ou a crença na vida eterna num paraíso terrestre. É como dizer: "As Testemunhas de Jeová não fumam", no entanto, um fumante que quer ser Testemunha de Jeová deve decidir deixar de forma pessoal e individual esse mal proceder no seu processo de conversão. Nenhuma pessoa no primeiro século que negou a natureza divina de Cristo, mesmo estando sujeita a outras doutrinas de fundamento bíblico, poderia chamar-se cristão, mas a aceitação de Cristo como o Filho de Deus só poderia ser feita pessoalmente. Para as igrejas católicas e protestantes, Cristo é Deus Todo-Poderoso, mas que a doutrina deve ser aceita pessoalmente por cada membro. Portanto, é uma posição de nossa religião que todos aceitam pessoalmente.

Vocês expulsam automaticamente um membro que aceite uma transfusão de sangue, quando este poderia ter agido assim devido a uma fraqueza humana devido ao medo?
Qualquer pecado deve ser avaliado a gravidade que está envolvida nos princípios bíblicos. A revista A Sentinela de 15 de fevereiro de 1997 diz: “Isso iria depender da situação, porque a desobediência à lei de Deus com certeza é um assunto sério, a ser examinado pelos anciãos da congregação. As Testemunhas de Jeová querem ajudar a qualquer pessoa que tenha passado pela traumática experiência de uma cirurgia com alto risco de vida e que aceitou transfusão de sangue. Não há dúvida de que a Testemunha de Jeová nessa situação se sentiria muito mal e estaria preocupada com sua relação com Deus. Essa pessoa talvez necessite de ajuda e compreensão. Uma vez que o alicerce do cristianismo é o amor, os anciãos desejam, como em todos os casos judicativos, temperar firmeza com misericórdia. — Mateus 9:12, 13; João 7:24.”


Na revista Despertai! de 22 de Maio de 1994, a capa diz: "Jovens que colocaram Deus em primeiro lugar". Essa revista fala de jovens que morreram por se recusarem a fazer transfusões de sangue. Por que relatam esses casos? A capa desta revista é muitas vezes usada para dar um efeito mais dramático para as acusações contra as Testemunhas de Jeová. É verdade que o número de Despertai relata cinco casos de jovens que lutaram pelo direito de escolher o tratamento médico, e o respeito pela inviolabilidade de seu corpo (direito protegido por lei). Mas, na verdade, dos cinco casos mencionados, apenas dois deles morreram, e eles fizeram em uma situação de escolha de risco cujo direitos são reconhecidos nos tribunais de seus respectivos países.
Em relação ao primeiro destes dois casos, o juiz Robert Wells, do Supremo Tribunal de Terra Nova, disse: "Não tem sido demonstrado que a transfusão de sangue ou de injeção de produtos derivados do sangue é essencial e, nas circunstâncias particulares deste caso, poderiam ser nocivo ". Ele concluiu: "Eu acho que é justo negar o pedido de utilização de produtos derivados do sangue para tratar a Adrian." (Estas declarações foram publicadas na revista Human Rights Law Journal 30 de setembro de 1993.)
No segundo caso, que foi leucemia, só eram garantidos de três a seis meses de vida, se a transfusão de sangue fosse utilizada. Reconhecendo esse fato, era uma questão de escolha com o amparo da Comissão de Ética sob o Hospital Infantil Valley, nem mesmo uma ordem judicial foi feita para impor à força uma transfusão de sangue.
Dos três casos restantes, em um deles fizeram uma transfusão de sangue contra a vontade do paciente, a qual acabou falecendo. O juiz David Main, Toronto, descreveu o caso de um tratamento discriminatório em relação ao paciente, tanto à sua religião e à sua idade. Ele disse: "Tendo recebido uma transfusão de sangue, o seu direito à segurança da pessoa foi violado." Os dois últimos casos são jovens que ainda estão vivos, são exemplos de luta nos tribunais, que acabaram reconhecendo que, como o Supremo Tribunal do Estado de Illinois disse: "O princípio do menor de idade dá o direito concedido pela lei jurisprudencial de consentir ou recusar determinados tratamentos."

A Bíblia diz: “que persistam em se abster de coisas sacrificadas a ídolos, de sangue, do que foi estrangulado e de imoralidade sexual” (atos 15:29). As Testemunhas de Jeová raciocinam que desobedecer a lei do sangue é comparável a praticar imoralidade sexual. No entanto, elas dizem que podem através da consciência individual decidir se poderão utilizar frações de sangue. Então, poderia o cristão utilizar de “frações de imoralidade sexual”, ou seja, fazer algumas práticas sexuais desde que não seja propriamente o ato sexual?
Para responder essa pergunta utilizaremos a ilustração de um site:

Podemos ilustrar porque não devemos achar que componentes principais do sangue não são sangue ao olharmos para o paralelo direto das escrituras de “abster-se de ídolos”
Os cristãos se absteriam de qualquer parte do ídolo que fosse razoavelmente identificada com um ídolo. O mesmo acontece com o sangue. Os cristãos se abstêm de qualquer parte que funcione de modo similar ao sangue e que é logicamente encarada como sangue.
Estou certo de que haveria aqueles cuja consciência os impediria de usar mesmo que partes menores de um ídolo. Alguns usariam somente se fosse totalmente destruída em pedaços.
Outros não veriam problema em usar “qualquer” parte que não mais fosse identificada como sendo um ídolo. Todas essas escolhas seriam válidas e cada um teria razões lógicas do porque fizeram suas decisões. Por outro lado, ninguém poderia de modo apropriado criticar ou condenar outro visto que as escrituras não condenam algo além de um “ídolo” e os princípios bíblicos somente se aplicam a partes que poderiam ser razoavelmente identificadas como sendo um ídolo.
 Ora, cristãos deviam “abster-se” completamente dos ídolos nem mesmo tocando neles (2 Cor 6:15-17; Isa. 52:11) Contudo, caso um ídolo fosse desmontado e uma parte  fosse usada em uma peça de arte, os cristãos logicamente não teriam problemas com ela. Ela não é mais um ídolo e a arte é aprovada por Deus. Deus proíbe “ídolos”,  e não arte.  Alguns poderiam até mesmo argumentar que a obra de arte ainda era exatamente o mesmo componente como no ídolo, mas este seria um raciocínio inválido. Visto que a lei era uma lei “moral” e é absolutamente razoável concluir que tal parte desmontada não era “um ídolo” e que portanto, não seria desobedecer a lei de Deus referente a ídolos. Mas e se o ídolo fosse desmontado somente em seus componentes principais e a base tivesse a inscrição: “Ao meu Deus Medusa” ? Ou ainda, suponhamos que ficasse óbvio que um parte principal deste ídolo é de modo inequívoco um componente principal e destacado, que faria com que outros reconhecessem de imediato o ídolo, não seria este identificado como o ídolo muito embora parte deste? É claro que o cristão não usariam esta parte mesmo se fosse um pedaço, pois seria encarada como exatamente o mesmo que o ídolo inteiro!
https://traducaodonovomundodefendida.wordpress.com/2011/03/15/por-que-as-tj-sao-contra-transfusoes-de-leucocitos-globulos-brancos-se-o-leite-materno-possue-leucocitos/


O mandamento do sangue se refere a não comer sangue, mas não se diz nada em relação às transfusões de sangue.
Podemos ilustrar da seguinte maneira: Se um médico recomendasse alguém de se abster-se de álcool, será que isso significaria simplesmente que ela não deveria beber álcool, mas poderia injetá-lo nas veias? Obviamente que não! Do mesmo modo, abster-se de sangue quer dizer que não devemos introduzi-lo de nenhum modo em nosso corpo.



Se um médico lhe recomendasse abster-se deálcool, será que você o injetaria nas veias?



O mandamento bíblico sobre não comer sangue se aplica exclusivamente à vida dos animais que tinham morrido, ou seja, poderia se comer a carne, mas iria respeitar a vida daquele animal morto por não comer o seu sangue. Desse modo, não se aplica esse lei as transfusões de sangue porque quem o doa continua vivo, não morreu, não foi morto para se puder obter seu sangue.

Se utilizarmos desse raciocínio então poderíamos concluir que os servos de Deus podiam retirar o sangue de animais, desde que os deixassem vivos, e ingeri-lo ou até mesmo usá-lo para pintar ou para qualquer outro uso.
Desde o primeiro livro da Bíblia, Deus indicou o derramamento sacrificial do sangue de Jesus, para que os homens pudessem ganhar a vida eterna. (Gên. 3:15; 22:2-10; Isa. 53:10-12) Embora aquele sacrifício ainda estivesse no futuro, Jeová tornou claro que seus adoradores deviam considerar a vida e o sangue como sagrados. Mas, ele exigiu também que suas ações se harmonizassem com este conceito divino. Não se subentendia a conduta no que Deus disse a Noé e sua família, quando pela primeira vez lhes permitiu comer carne animal? Deus disse: “Todo animal que se move e que está vivo pode servir-lhes de alimento. Assim como dei a vocês a vegetação verde, eu lhes dou todos eles.  Somente não comam a carne de um animal com seu sangue, que é a sua vida” (Gên. 9:3, 4) Portanto, se matassem um animal para alimento, teriam de tomar medidas deliberadas para fazer escoar o sangue do animal, para que o sangue não fosse consumido.
Não se tratava dum mero regulamento dietético, nem dum rito religioso sem objetivo. Essa atuação envolvia um altamente importante princípio de moral: O sangue representava a vida que provinha de Deus. E é digno de nota que ele passou a dizer que, embora o animal pudesse ser morto para alimento, não se podia matar um homem. Portanto, se o sangue animal, representando a vida, devia ser encarado como sagrado, e não ser ingerido para sustentar a vida, é óbvio que a vida e o sangue humanos deviam ser encarados e tratados como ainda mais sagrados. — Veja Mateus 6:26.


terça-feira, 24 de maio de 2016

É apropriado utilizar o termo Corpo Governante?

É apropriado utilizar o termo
Corpo Governante?

O Corpo Governante é um pequeno grupo de cristãos maduros que supervisiona as Testemunhas de Jeová no mundo inteiro. Eles supervisionam a preparação da instrução bíblica recebida por meio das publicações, reuniões e escolas das Testemunhas de Jeová (Lucas 12:42). Além disso, administram a obra das Testemunhas de Jeová em todo o mundo, o que inclui supervisionar a obra de pregação e o destino dos donativos.
Algumas pessoas levantam a objeção de que é errado chamar esse grupo de pessoas por esse termo. Essas pessoas citam Mateus 23:8-11, onde diz:

Mas vocês não sejam chamados ‘Rabi’, pois um só é o seu instrutor, e todos vocês são irmãos. Além disso, não chamem a ninguém na terra de seu pai, pois um só é o seu pai, o celestial. Nem sejam chamados de líderes, pois o seu Líder é um só, o Cristo.”

Alguns indivíduos mal intencionados afirmam que ao chamar “governante”, está dando um título religioso, tal como o condenado por Jesus quando disse: “não sejam chamados líderes”. Mas o que esses termos realmente significam? Poderíamos relacionar o texto de Mateus com o termo corpo governante?
É bem verdade que o termo “corpo governante” não se encontra na Bíblia, mas podemos analisar que de acordo com as escrituras é adequado utilizar essas palavras. É utilizada a palavra corpo porque no primeiro século os apóstolos e os anciãos em Jerusalém serviam como corpo para orientar e aconselhar as congregações. Esse “corpo” resolveu o problema da distribuição dos alimentos, por nomearem uma comissão de homens habilitados para cuidar do assunto; pelo envio de Pedro e João a Samaria, para ajudar os novos discípulos ali; pela sua ação, como corpo, em conjunto com outros anciãos ao enviarem quatro “homens de liderança”, inclusive Paulo, para levar a Antioquia sua decisão a respeito dos gentios convertidos ao cristianismo; e pela maneira em que aconselharam Paulo sobre o proceder a seguir entre os judeus em Jerusalém. — Atos 6:1-6; 8:14; 15:1, 2, 22-32; 21:17-26.
O que o texto de Mateus condena é a distinção de uma classe clerical que honra a si mesma com títulos altissonantes e se coloca acima dos leigos tais como vemos hoje, por exemplo: padre, reverendo, cardeal, monsenhor, senhor, papa, etc.
Vejamos o que diz a Despertai de 08 de agosto de 1992, página 13:
“Se um homem deseja o cargo de bispo, deseja uma boa obra”, escreveu Paulo a Timóteo. (1 Timóteo 3:1, RJ) Contudo, segundo The New Jerusalem Bible (A Nova Bíblia de Jerusalém), o versículo reza: “Desejar ser ancião presidente é desejar uma nobre tarefa.” Os primitivos cristãos que tinham deveres de responsabilidade eram chamados de “anciãos” e “superintendentes”. Usavam-se tais termos como títulos? Não. Esses homens jamais foram chamados de “Bispo Pedro” ou “Ancião Tiago”. É por isso que os varões cristãos maduros entre as Testemunhas de Jeová que servem à congregação como anciãos jamais usam o termo “ancião” como título. Os termos “ancião” e “superintendente” (bispo) aplicam-se àqueles que ocupam uma posição de autoridade e responsabilidade. Esses termos descrevem também as qualificações dos homens designados e o trabalho que realizam.

Percebemos que embora as Testemunhas de Jeová usem o termo bíblico de ancião aos que tomam a dianteira, estes termos não são usados como títulos, eis a diferença.
No entanto, Paulo afirmou que haveria pessoas que iriam governar, liderar, guiar. – Hebreus 13:7, 17, 24.

Lembrem-se dos que exercem liderança entre vocês.... Sejam obedientes aos que exercem liderança entre vocês...
Tradução do Novo Mundo

            Lembrai-vos dos vossos pastores.... Obedecei a vossos pastores.... Saudai a todos os vossos chefes....
João Ferreira de Almeida (Edição Revista e Corrigida)

            Lembrai-vos de vossos guias...
Bíblia Sagrada, 2.ª edição, Centro Bíblico Católico, traduzida mediante a versão dos Monges de Maredsous (Bélgica)

            Lembrem dos seus primeiros líderes espirituais.... Obedeçam aos seus líderes....
Bíblia Sagrada: Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Não podemos relacionar a palavra “lideres” de Mateus com a palavra líderes de hebreus, pois dessa forma a própria Bíblia iria se contradizer. Devemos entender todo o contexto e o sentido que os termos devem fazer.
A revista A Sentinela de 1973, página 511 nos diz:

Algumas formas da mesma palavra grega encontram-se em Mateus 2:6; Lucas 22:26; Atos 7:10; 15:22, onde o significado é similar, a saber, o de governar, atuar como chefe ou tomar a dianteira. A versão grega dos Setenta usa uma forma desta palavra ao verter Malaquias 1:8: “Leva-o perto ao teu governador [gr.: hegouménōi], por favor.”
Assim se torna evidente que havia determinadas pessoas que governavam a congregação cristã pela liderança e pela orientação que forneciam aos irmãos em obras justas e princípios piedosos.
A palavra “governar”, do verbo latino gubernare, deriva-se da palavra grega kybernáo, que tem o significado básico de “dirigir ou pilotar navio, guiar, governar”. (Century Dictionary and Cyclopedia, Vol. III, págs. 2584, 2585) Por este motivo, “governador”, em certas línguas, pode referir-se ao mecanismo duma máquina, que controla e regula sua velocidade ou pressão. “Corpo governante”, portanto, pode referir-se ao instrumento que administra um plano de ação e dirige, orienta e regulamenta uma organização.
Comentando a palavra grega da qual se deriva a palavra “governar”, o Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento de W. E. Vine (Vol. II, p. 168, em inglês) diz: “kubernao, guiar (daí em ingl.: governar), denota (a) direção, pilotagem [veja Atos 27:11]; (b) metaforicamente: governos ou governanças, aplicada aos que agem como guias numa igreja local, 1 Cor. 12:28.” Este texto, 1 Coríntios 12:28, reza: “E Deus tem colocado os respectivos na congregação, primeiro apóstolos; segundo profetas, terceiro instrutores depois obras poderosas; depois dons de curar; serviços prestimosos, capacidades de dirigir [gr.: kybernéseis].”
A Versão dos Setenta, traduzindo a palavra hebraica tahhbuláh, significando ‘pilotagem, orientação’, usa esta palavra grega, como, por exemplo, em Provérbios 1:5: “Homem de entendimento é aquele que adquire orientação [gr.: kybérnesin].”

Portanto, fica claro que o termo “corpo governante” é bíblico e, ainda mais, desmente os que falam que os cristãos devem ser independentes e não devem ter ninguém para orientá-los.
As Testemunhas de Jeová não enaltecem nem dão honra indevida a alguém, pois “todos são irmãos”, mas seguem as orientações daqueles que Deus os incumbiu, pois sabem que Jesus os guia.

Assim diz Jeová:
“O lucro do Egito, a mercadoria da Etiópia e os sabeus, homens altos,
Virão a você e se tornarão seus.
Eles andarão acorrentados atrás de você.
Virão e se curvarão na sua frente,
Dizendo-lhe com reverência: ‘Deus certamente está com você,
E não há outro; não há outro Deus.’”

 - Isaías 45:14.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

MyTestemunha

Para encontrar mais rapidamente o blog, digite mytestemunha.

Nota: No início, o nick "MyTestemunha" , que referia-se ao blog, era utilizado por mais de uma pessoa. Porém, hoje, esse nome é usado para se referir ao principal administrador. Outros que colaboram com artigos são descritos com seus respectivos nomes ou nick. 

O site oficial das Testemunhas de Jeová é o jw.org  e o tv,jw.org

Contatos: mytestemunha@hotmail.com

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

My Testemunhas de Jeová - Fotos







 Betel de Cuba

















        Betel do Peru











Salão do Reino, Toscana, Itália








Pregação no Nepal








Pregação no Equador













Pregação às tribos no Amazonas








Pregação na Tailândia


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Apenas o “Escravo Fiel e Prudente” tem o direito de estudar e interpretar a Bíblia?

Apenas o “Escravo Fiel e Prudente” tem o direito de estudar e interpretar a Bíblia?

É comum os opositores levantarem a afirmação de que as Testemunhas de Jeová não podem fazer suas próprias pesquisas bíblicas, pois têm de esperar apenas pelas provisões que o Escravo Fiel e Prudente (corpo governante) publica. Dessa forma, as Testemunhas de Jeová não podem buscar com diligência as coisas profundas e nem investigar biblicamente algo contrário aos ensinos, pois devem esperar tudo pronto e acabado, transmitidos por aqueles que tomam a dianteira na obra mundial. Será isso verdade?

No momento, o Escravo Fiel e Prudente é formado por sete membros: Anthony Morris III, David Splane, Geoffrey Jackson, Gerrit Lösch, Mark Sanderson, Samuel Herd e Stephen Lett. Eles têm a função de supervisionar e administrar a obra das testemunhas de Jeová em toda a Terra, isso inclui: publicações, reuniões e escolas das Testemunhas de Jeová, obra de pregação, donativos, etc..

 Apesar de serem chamados de “corpo governante”, tornam-se quais escravos do seu amo. (Mateus 24:45-47; 1 Coríntios 11:3; Efésios 5:23.) E seguem o modelo deixado pelos “apóstolos e os anciãos” em Jerusalém no primeiro século, que tomavam as mais importantes decisões sobre a recém formada congregação cristã. (Atos 15:2) Igual ao primeiro século eles chegam a decisões unânimes por se sujeitarem às Escrituras e à influência do espírito de Deus. (Atos 15:25)

No entanto, com o passar do tempo as Testemunhas de Jeová tiveram que fazer ajustes em alguns entendimentos. Para chegar a um entendimento mais claro das escrituras é necessário que a luz da verdade clareie aos poucos, até ficar visivelmente iluminado. (Provérbios: 4:18). Mas, uma vez que existem apenas sete membros que tomam a dianteira, nenhuma das mais de 8 milhões de Testemunhas de Jeová podem chegar a um entendimento mais claro sobre determinado assunto, ficando assim o entendimento restrito apenas ao corpo governante?

É fato que indivíduos chegaram a discernir certas verdades antes de as mesmas se tornarem reconhecidas pela inteira parte terrestre da organização de Jeová. Podemos citar os exemplos sobre a questão da neutralidade (Despertai 22/09/87 &17) e o da compreensão quanto a identidade das autoridades superiores de Romanos 13:1. (A Sentinela 15/05/95 &4-5) Sabe-se também que alguns que em decorrência disso, desligaram-se da congregação das Testemunhas de Jeová. Tinham elas razão nisso? Bem, ao passo que talvez tivessem razão quanto ao entendimento de certos assuntos, não se pode dizer o mesmo das ações que tomaram. Afinal de contas, onde estão hoje? Pregam as boas novas do reino em obediência a Jesus? (Mateus 28:19,20) Santificam o nome de Jeová? (Mateus 6:9,10) A resposta é clara: não! E por quê? “Saíram do nosso meio, mais não eram dos nossos, pois se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco.” (1 João 2:19) Não tiveram a atitude dos apóstolos de Jesus que em certa ocasião quando não compreenderem certo ensino do mestre, admitiram candidamente: “Senhor para quem iremos? O Senhor tem declarações de vida eterna.” (João 6:48-70; Zacarias  8:23) O que se deve fazer? A Sentinela de 1 de dezembro de 1982, páginas 15-16, responde:

Às vezes, alguns trazem à atenção da classe do “escravo” diversos assuntos doutrinais ou organizacionais que acham que deveriam ser revisados. Certamente são apropriadas as sugestões para melhora, assim como o são as perguntas para se obter esclarecimento. Um exemplo disso foi quando Paulo, Barnabé e outros foram enviados a ‘subir até os apóstolos e anciãos em Jerusalém’ com respeito à circuncisão. Quando aqueles anciãos de Jerusalém decidiram a questão, sob a orientação do espírito santo, enviaram então irmãos a diversas cidades para ‘entregar aos que estavam ali, para a sua observância, os decretos decididos pelos apóstolos e anciãos, que estavam em Jerusalém’. A sujeição leal a esses decretos resultou na bênção de Jeová. Assim, “as congregações continuavam deveras a ser firmadas na fé e a aumentar em número, dia a dia”. — Atos 15:1 a 16:5.
 O espírito correto, depois de se ter oferecido sugestões, é contentar-se em deixar o assunto entregue para ser considerado com oração pelos irmãos maduros que dirigem a obra na organização de Jeová. Mas, se os que fazem as sugestões não se contentarem com isso e continuarem a discutir o assunto nas congregações, visando conseguir o apoio de outros, qual será o resultado? Isso criará divisões, e poderá subverter a fé de alguns. Por isso, Paulo aconselha: ‘Fiquem de olho nos que causam divisões e motivos para tropeço contra o ensino que aprenderam, e. . . evitem-nos.’ Paulo aconselhou também Tito a “repreender os que contradizem”, acrescentando: “É preciso fechar a boca de tais, visto que estes mesmos persistem em subverter famílias inteiras por ensinarem coisas que não deviam . . . Por esta mesma causa persiste em repreendê-los com severidade.” — Romanos 16:17, 18; Tito 1:9-13.

Nota-se que é apropriado oferecer a classe do escravo sugestões para melhora de assuntos doutrinais ou organizacionais, de modo que NENHUM MEMBRO DA ORGANIZAÇÃO DE JEOVÁ esta impedido de fazer isso. No entanto, antes de assim agir é próprio apresentar o assunto aos anciãos locais, pois talvez eles possam ponderar sobre o que já tem sido feito naquele respeito. De qualquer forma, aquele que agir com esse intuito precisará manifestar o espirito correto após remeter as sugestões, que é contentar-se em deixar o assunto entregue para ser considerado com oração pelos irmãos maduros que dirigem a obra na organização de Jeová e não discutir o assunto nas congregações visando conseguir apoio de outros. Sigamos os exemplos bíblicos:

“Ao viajarem pelas cidades, transmitiam aos irmãos as decisões tomadas pelos apóstolos e pelos anciãos em Jerusalém, para que obedecessem a esses decretos. Assim, as congregações eram fortalecidas na fé e cresciam a cada dia.” – Atos 16:4,5.


* Fonte da imagem: https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/vontade-de-jeova/corpo-governante-testemunhas-jeova/

sábado, 7 de novembro de 2015

Cumprimento literal das profecias bíblicas.

Perguntas respondidas

As Testemunhas de Jeová falam de umas profecias que irão se cumprir no futuro, no novo mundo, mas se formos olhar o contexto, percebemos que essas profecias tiveram um cumprimento no passado. Além disso, tem a possibilidade de que essas passagens bíblicas sejam no sentido espiritual e não literal. Podemos citar como exemplo disso uma publicação das próprias testemunhas de Jeová: “Restabelecimento”, no capítulo 16 p. 245 par. 24 a 26. Nesses parágrafos citam Isaías 55:12,13 onde fala que a “natureza” faria algo, por exemplo: “os morros e os montes ficarão animados” e “as árvores do campo baterão palmas”. Logo, as Testemunhas de Jeová associam essas passagens a 1919, algo que vivenciaram como perseguição e depois uma grande liberdade espiritual da cristandade. Afinal, essas passagens têm cumprimento no passado, no futuro ou é espiritual?

  Algumas pessoas usam argumentos similares aos descritos acima para mostrar que, por exemplo, a “Terra” que as Testemunhas de Jeová falam no Salmo 37:29 não é o paraíso, e sim, uma terra prometida (passado), promessa feita aos israelitas, ou então que a paz que é descrita em Isaías 2:4, onde diz “Nação não levantará espada contra nação, nem aprenderão mais a guerra”, não pode ser utilizado como indicação de que os verdadeiros cristãos não participam em guerras, – uma vez que a cristandade está envolvida nisso, ela não faria parte dessa profecia – pois tal cumprimento se daria de modo espiritual ou mesmo na “nova terra” (futuro). Estes e outros textos são exemplos de que muitas pessoas, especialmente as religiosas, usam textos bíblicos de profecias empregando-os tanto no passado, no futuro e também de modo espiritual. No entanto, acusam as Testemunhas de Jeová de usarem textos bíblicos fora do contexto para apoiarem suas crenças. Mas deixemos que a Bíblia fale por si só, analisemos alguns exemplos.
       A parte da profecia de Isaías, registrada no capítulo 35, descreve a transformação de regiões desérticas em parques ajardinados e campos frutíferos. Os cegos ganham visão, os mudos conseguem falar e os surdos ouvir. Nesse prometido Paraíso não há pesar nem lamento, o que dá a entender que nem mesmo a morte existirá. Como devemos entender essas palavras? Será que dão esperança para nós hoje?
 Isaías 35:1, 2 diz:

“O deserto e a terra árida se alegrarão, planície desértica exultará e produzirá flores assim como o açafrão, ela sem falta produzirá flores, exultará e gritará de alegria, a glória do Líbano lhe será dada, também o esplendor do Carmelo e de Sarom, as pessoas verão a glória de Jeová, o esplendor do nosso Deus.”

Nos tempos bíblicos, o Líbano, o Carmelo e Sarom eram famosos pela sua verdejante beleza. (1 Crônicas 5:16; 27:29; 2 Crônicas 26:10; Cântico de Salomão 2:1; 4:15; Oséias 14:5-7) Isaías aproveitou esses exemplos para descrever como seria aquela terra transformada com a ajuda de Deus. Mas será que isso se daria apenas de modo literal? Não.
Isaías 35:2 diz que aquela terra ‘exultaria e gritaria de alegria’. Sabemos que o solo e as plantas não estavam literalmente ‘exultando e gritando com alegria’. Mas a sua transformação, de se tornarem férteis e produtivos, podia fazer com que as pessoas se sentissem assim. (Levítico 23:37-40; Deuteronômio 16:15; Salmo 126:5, 6; Isaías 16:10; Jeremias 25:30; 48:33) As mudanças literais naquela terra corresponderiam às mudanças nas pessoas, porque estas são enfocadas por essa profecia. Por isso, temos motivos de entender as palavras de Isaías como enfocando primariamente as mudanças nos judeus que retornaram, em especial a sua alegria.
Isa. 35 versículos 3 e 4 diz:

 “Fortaleçam as mãos fracas, e firmem os joelhos que estão tremendo. Digam aos de coração ansioso: ‘Sejam fortes. Não tenham medo. Vejam! Seu Deus virá com vingança, Deus virá com retribuição. Ele virá e os salvará.’”

 O profeta hebreu, Isaías, escreveu-a por volta de 732 AEC. Isto foi décadas antes de os exércitos babilônicos destruírem Jerusalém. Conforme indica Isaías 34:1, 2, Deus predissera que iria vingar-se das nações, tais como Edom, mencionado em Isaías 34:6. Evidentemente, ele usou os antigos babilônios para isso. De modo similar, Deus fez com que os babilônios desolassem Judá, porque os judeus eram infiéis. Com que resultado? O povo de Deus foi levado cativo e sua pátria ficou desolada por 70 anos. — 2 Crônicas 36:15-21. A profecia no capítulo 35 de Isaías teve seu primeiro cumprimento quando os judeus retornaram à sua pátria em 537 AEC.
  A situação certamente não parecia nada promissora para os judeus mesmo quando souberam que poderiam retornar à sua pátria. A terra deles tinha ficado desolada por sete décadas, por toda uma vida. O que tinha acontecido àquela terra? Todo campo cultivado, os vinhedos e os pomares, devem ter ficado um matagal. Os jardins ou terrenos irrigados devem ter-se tornado terra agreste ou desértica. (Isaías 24:1, 4; 33:9; Ezequiel 6:14) Imagine também quantos animais selváticos haveria ali. Estes incluiriam carnívoros tais como leões e leopardos. (1 Reis 13:24-28; 2 Reis 17:25, 26; Cântico de Salomão 4:8) Tampouco poderiam desperceber os ursos, que podiam abater homem, mulher e criança. (1 Samuel 17:34-37; 2 Reis 2:24; Provérbios 17:12) E nem precisamos mencionar as víboras e outras serpentes venenosas, nem os escorpiões. (Gênesis 49:17; Deuteronômio 32:33; Jó 20:16; Salmo 58:4; 140:3; Lucas 10:19)
  No entanto, a profecia de Isaías predizia que essa terra não ficaria desolada para sempre. Ela voltaria a ser um verdadeiro paraíso. Receberia a “glória do Líbano” e “o esplendor do Carmelo e de Sarom”. Como? Ao retornarem do exílio, os judeus puderam novamente cultivar e irrigar seus campos, e a terra voltou a ser frutífera como antes. O mérito disso cabia apenas a Jeová. Foi por sua vontade e com seu apoio e bênção que os judeus puderam usufruir tais condições paradisíacas. As pessoas podiam ver “a glória de Jeová, o esplendor de [seu] Deus”, ao reconhecerem a mão de Jeová na impressionante transformação de sua terra.
 Contudo, a restauração da terra de Israel cumpriu um aspecto ainda mais importante das palavras de Isaías. Em sentido espiritual, Israel estivera por muitos anos num estado ressequido, desértico. Enquanto os exilados estavam em Babilônia, a adoração pura havia ficado severamente restrita. Não havia templo, altar, nem sacerdócio organizado. Os sacrifícios diários haviam sido suspensos. Mas Isaías profetizava que a situação seria revertida. Liderados por homens como Zorobabel, Esdras e Neemias, representantes das 12 tribos de Israel retornariam a Jerusalém, reconstruiriam o templo e adorariam a Jeová livremente. (Esdras 2:1, 2) Isso seria um verdadeiro paraíso espiritual!
  É óbvio que o cumprimento do capítulo 35 de Isaías, no sexto século AEC, foi limitado. As condições paradisíacas usufruídas pelos judeus repatriados não foram permanentes. Com o tempo, a adoração pura foi contaminada por ensinos religiosos falsos e pelo nacionalismo. Em sentido espiritual, os judeus passaram novamente a sentir pesar e a suspirar. Com o tempo, Jeová os rejeitou como seu povo. (Mateus 21:43) Por reincidirem na desobediência, sua alegria não foi permanente. Tudo isso indica que o capítulo 35 de Isaías teria um cumprimento maior no futuro.

 Que dizer do capítulo 35 da profecia de Isaías, com sua ênfase na alegria? Isto também se cumpriu em nosso tempo. De que forma? Cumpriu-se no restabelecimento do Israel espiritual saindo dum tipo de cativeiro. Examinemos os fatos do que realmente é recente história teocrática, ocorridos no tempo de muitos dos que ainda vivem.
Durante um período relativamente curto, na época da Primeira Guerra Mundial, os do restante do Israel espiritual não se mantiveram inteiramente puros e enquadrados na vontade de Deus. Alguns deles estavam manchados com erros doutrinais e transigiram por não adotarem uma posição clara a favor de Jeová quando sofreram pressões para apoiar as nações em guerra. Durante aqueles anos de guerra, sofreram todos os tipos de perseguição, em muitos lugares proscrevendo-se até mesmo suas publicações bíblicas. Por fim, alguns dos irmãos de mais destaque foram condenados e encarcerados sob acusações falsas. Em retrospecto, não é difícil ver que os do povo de Deus, em certo sentido, em vez de estarem livres, estavam numa condição cativa. (Note João 8:31, 32.) Tinham uma grave falta de visão espiritual. (Efésios 1:16-18) Ficaram relativamente calados quanto a louvar a Deus, o que resultou em serem espiritualmente infrutíferos. (Isaías 32:3, 4; Romanos 14:11; Filipenses 2:11) Nota como isso é paralelo à situação dos judeus antigos em cativeiro na Babilônia?
Mas, deixaria Deus seus servos hodiernos continuar nesta situação? Não; ele estava decidido a restabelecê-los, em harmonia com o que se predisse por meio de Isaías. De modo que esta mesmíssima profecia, no capítulo 35, tem um nítido cumprimento no nosso tempo, com o restabelecimento da prosperidade e saúde do restante do Israel espiritual num paraíso espiritual. Em Hebreus 12:12, Paulo aplicou Isaías 35:3 em sentido figurado, confirmando a validade de fazermos uma aplicação espiritual desta parte da profecia de Isaías.
No mundo do após-guerra, os ungidos remanescentes do Israel espiritual como que saíram do cativeiro. Jeová Deus usou a Jesus Cristo, o Ciro Maior, para libertá-los. Portanto, os do restante puderam fazer uma obra de reconstrução, comparável à obra do restante dos judeus antigos, que voltaram à sua terra para reconstruir o templo literal em Jerusalém. Além disso, esses israelitas espirituais, nos tempos modernos, puderam passar a cultivar e a produzir um verdejante paraíso espiritual, um figurativo jardim do Éden.
(Restabelicimento p.14 pars 5-8)
                     
          Contudo, esta e outras profecias de restauração incluem aspectos que terão também um cumprimento físico na terra paradísica. Há aspectos, por exemplo, em Isaías 35:1-7, como a cura dos cegos, dos surdos e dos coxos, que não tiveram cumprimento literal na restauração com relação à saída da antiga Babilônia; tampouco se cumprem literalmente hoje no paraíso espiritual restaurado.
        É de interesse que escritores inspirados das Escrituras Gregas Cristãs aplicaram aspectos dessas profecias de restauração a “nova terra”, embora seu principal cumprimento hoje seja no paraíso espiritual. Por exemplo, o profeta Isaías falou de futuras bênçãos nos “novos céus e uma nova terra”. (Isaías 65:17-25) Mais tarde, o apóstolo Pedro descreveu a vinda do dia de Jeová, no qual os atuais “céus” e “terra” serão dissolvidos, e acrescentou: “Mas há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a promessa dele, e nesses morará a justiça.” (2 Pedro 3:10-13) Assim, Pedro indicou que os aspectos na profecia de Isaías se tornarão realidade na “nova terra”. Verdadeira felicidade, vida longa, lares seguros, alimento abundante, trabalho satisfatório, paz entre homens e animais — todas essas bênçãos estão garantidas ‘segundo a promessa de Deus’.
            Ademais, ao falar do ‘banquete para todos os povos’, Isaías 25:6-8 inclui a declaração: “E o Soberano Senhor Jeová enxugará as lágrimas de todo rosto”. Embora o cumprimento principal seja no paraíso espiritual (do qual a “grande multidão” participa), o apóstolo João mostra que este aspecto da profecia de Isaías tem também um definido cumprimento com relação à humanidade na “nova terra”. (Apocalipse 7:9, 16, 17; 21:1-4) Daí, será recriado um Paraíso global segundo o padrão do Paraíso do Éden. — Gênesis 2:8; Mateus 19:28.

domingo, 18 de outubro de 2015

Torre de Vigia

Torre de Vigia

 
Num grande esforço de demonizar as Testemunhas de Jeová, alguns de seus ex-associados levantam muitas acusações contra as próprias Testemunhas de Jeová. Muitas de tais acusações são meias-verdades, falsidades descaradas, distorções ou fatos distorcidos de seu contexto histórico e bíblico.
 A tentativa de encontrar supostos símbolos nas publicações das Testemunhas de Jeová, tanto nas antigas, como nas atuais, não é nova. Os opositores já fizeram várias acusações, por exemplo, no livro Millennial Dawn (Aurora do Milênio) acusaram de haver um símbolo egípcio pagão chamado globo alado. Isso ligaria supostamente as Testemunhas de Jeová ou Charles Taze Russell, fundador da Sociedade Torre de Vigia, a maçonaria. Outro exemplo é a cruz coroada que aparecia na capa da Zion’s Watch Tower, supostamente ser de origem maçônica. E as acusações são muitas nesse sentido, procuraram símbolos ou figuras ocultas nas publicações das Testemunhas de Jeová a fim de liga-las a ocultismo ou espiritismo. Não é de admirar que acusações desse tipo tenham sido até mesmo conhecidas aos membros do corpo governante. Vejamos:

*** g89 8/2 p. 15 Deve espalhar um boato? ***
 Até mesmo as publicações da Sociedade Torre de Vigia (EUA) têm sido objeto de boatos — por exemplo, que um dos ilustradores estivera introduzindo secretamente gravuras de demônios nas ilustrações, que ele foi posteriormente descoberto e desassociado!
Participou em espalhar qualquer dessas histórias? Caso sim, você esteve — talvez sem o saber — divulgando uma inverdade, visto que todas elas eram falsas. Por certo, o boato a respeito das publicações da Sociedade era prejudicial, bem como caluniava os zelosos cristãos que trabalham longas horas na produção das ilustrações que tornam as revistas, as brochuras e os livros tão atraentes. Isto era tão ridículo como seria dizer que Deus, ao criar os corpos celestes, fez deliberadamente aparecer o aspecto de ‘um homem na lua’.

Vimos aqui que os membros do corpo governante estão cientes dessas acusações, mas algo que também tem sido objeto de critica dos opositores é o símbolo principal das Testemunhas de Jeová, sua marca registrada nas publicações, a torre. Os opositores dizem que a torre de vigia é um símbolo próprio da franco maçonaria, também chamado de torre de pedra redonda. Mas mesmo que isso fosse verdade, que a torre de vigia é um símbolo franco-maçom, a questão é: por que motivo as Testemunhas de Jeová usam a torre como símbolo das suas publicações? É a torre de vigia um símbolo bíblico?
Primeiro, vejamos o motivo das Testemunhas de Jeová usaram a torre como símbolo nas publicações. Voltemos ao passado, Charles Taze Russell queria tornar ampla a distribuição de bíblias, tratados, livros e outros compêndios, por isso, por livre e espontânea vontade, criou uma sociedade sem fins lucrativos, registrada segundo as leis do estado de Pensilvânia. Mas qual seria o nome dessa entidade jurídica? Sociedade de Tratados da Torre de Vigia de Sião, legalmente estatuída em 1884. Mesmo antes de se tornar uma sociedade jurídica legal, o seu nome era Sociedade de Tratados da Torre de Vigia de Sião, hoje em dia o nome dessa entidade jurídica é Sociedade Torre de Vigia de Pensilvânia. Sobre a Torre, vejamos o que diz certa referência:

A expressão “Watch Tower” (“Torre de Vigia”) não é exclusividade dos escritos de Russell nem das Testemunhas de Jeová. George Storrs publicou um livro na década de 1850 intitulado The Watch Tower: Or, Man in Death; and the Hope for a Future Life (A Torre de Vigia: Ou, o Homem na Morte; e a Esperança de Uma Vida Futura). Esse nome foi também incorporado no título de vários periódicos religiosos. Origina-se da idéia de manter-se vigilante sobre o desenrolar dos propósitos de Deus. — Isa. 21:8, 11, 12; Eze. 3:17; Hab. 2:1. É a principal entidade jurídica usada pelas Testemunhas de Jeová, e tem a função de disseminar a distribuição de bíblias, tratados, e outras publicações no mundo inteiro.  
                                                                                                              Proclamadores, cap 5. p. 48

A "Torre de Vigia" é a principal entidade jurídica usada pelas Testemunhas de Jeová, e tem a função de disseminar a distribuição de bíblias, tratados, e outras publicações no mundo inteiro.  Admite-se, no entanto, que aja outras sociedades jurídicas no mundo inteiro, porém, a Sociedade Torre de Vigia de Pensilvânia é a principal e a mais antiga de todas as sociedade jurídicas.  
Mas, por que Russell escolheu como nome, Sociedade Torre de Vigia, e também como símbolo principal das publicações dos estudantes da bíblia ou Testemunhas de Jeová? Um dos motivos da escolha é que tal símbolo é bíblico!

Vigia de Sião Tower & The Watchtower
           
A torre de vigia era um local de vigilância ou posto de observação, não raro construído nas muralhas duma cidade. Construíam-se outras torres de vigia em áreas desérticas ou em zonas fronteiriças. Destinavam-se principalmente a fins militares e serviam para proteger uma cidade ou uma fronteira; eram construídas também como lugares de refúgio para pastores e lavradores em áreas isoladas e permitiam que o vigia alertasse contra saqueadores, de modo que os rebanhos e as plantações maturescentes da região pudessem ser protegidos. — 2Cr 20:24; Is 21:8; 32:14.
 Várias cidades chamavam-se Mispé (hebr.: mits·péh, “Torre de Vigia”), provavelmente por estarem situadas em grandes elevações ou por causa de torres notáveis erguidas ali. Às vezes a Bíblia diferençava tais cidades, mencionando sua localização por nome, tal como “Mispé de Gileade” (Jz 11:29) e “Mispé, em Moabe”. — 1Sa 22:3.
Jacó ergueu um monte de pedras e chamou-o de “Galeede” (que significa “Montão de Testemunho”) e “A Torre de Vigia”. Labão disse então: “Vigie Jeová entre mim e ti quando estivermos sem nos ver um ao outro.” (Gên 31:45-49) Esse monte de pedras atestaria que Jeová estava observando, a fim de assegurar-se de que Jacó e Labão cumprissem seu pacto de paz.
it-3 p. 790 Vigia, Torre de

Russell sabendo que a bíblia falava a respeito desse assunto, ao colocar uma torre de vigia, pensou em colocar ela como símbolo de vigilância espiritual.  (Mateus 24:42). Seria um símbolo que lembraria os Estudantes da Bíblia a se manterem firmes e vigilantes, pois a volta do seu senhor se mostrara próxima.
Isso é confirmado pelo fato que quando o símbolo da torre apareceu nas publicações, em 1884, os estudantes esperavam a vinda de cristo para o ano de 1914, a torre era um lembrete para eles se manterem firmes e vigilantes, como já dito.  
            A torre também foi colocada como símbolo principal em nossas publicações pelo fato simples de que o nome da sociedade jurídica principal das Testemunhas de Jeová ser “Sociedade TORRE DE VIGIA de Pensilvânia”. Não é lógico isso? Seria estranho colocar outro símbolo como marca registrada das publicações, sendo que o nome da entidade jurídica é Torre de Vigia.

Alguns talvez então pensem: de qualquer forma, esse símbolo tem origem negativa, pois inculcava nos Estudantes da Bíblia um conceito errado, vigilância sobre um fim que não veio em 1914. No entanto, não devemos manter sempre o sentido, despertos, em constante vigilância? Hoje em dia esse símbolo é uma representação de que nós como cristãos devemos manter-nos constantes, inabaláveis e em constante vigilância, pois a vinda do nosso Senhor e Salvador Jesus, esta próxima. Não é um símbolo que lembra o paganismo, nem tampouco é realmente de origem pagã, é um símbolo bíblico usado no passado como sendo local de estrita vigilância de uma cidade contra soldados inimigos, por isso, que o leitor, por favor, use de discernimento. 
Lucas Natan Kruger Nicolau
Mytestemunha