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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Russell e a Maçonaria

Russell e a Maçonaria




Muitos inimigos parecem mais encantados com a mentira do que com a verdade e, em vez de expressar seu desacordo com as verdadeiras crenças ou costumes das Testemunhas de Jeová, preferem atacar-nos recorrendo a mentiras!

Exemplos disto são as acusações de que Charles Taze Russell era  maçom. Embora não tenhamos nada contra os maçons e sim contra a intolerância e os prejuízos, parece que esta acusação é encaminhada as pessoas que não nos conhecem e sintam desconfiança de nós, crendo que há algum mal oculto atrás de nossa aparência de amor cristão. Se é certo ou não, o que é certo é que se trata de uma acusação sem fundamento, algo que nenhuma pessoa sincera pode levar a sério.

Quais são os principais argumentos que utilizam para "demonstrar" sua acusação? Vamos considerar três deles:

1. Russell foi enterrado junto a um grande templo maçônico de Pittsburgh, como pode ver em fotos recentes que circulam pela internet;

2. Russell usou o símbolo de cruz e coroa, que é um símbolo de um grupo maçônico chamado 'Os Cavaleiros Templários';

3. Em um discurso que Russell pronunciou em 1913 em um templo maçônico, reconheceu ser um maçom e que seus ensinamentos concordavam com a maçonaria.

NÃO FOI SEPULTADO EM UM TEMPLO MAÇÔNICO

Uma das "provas" que os críticos usam para provar uma origem obscura de nossa organização, são fotografias tomadas do monumento funerário que os Estudantes da Bíblia construíram no terreno do cemitério pertencente a Sociedade Torre de Vigia, onde havia sido enterrado Russell e outros.

Prova esta réplica de pirâmide que Russell havia tido ligações com a maçonaria e o esoterismo?
Encontra-se o túmulo de Russell em um cemitério de um Templo Maçom?

A maioria de quem utilizam estas "provas"  afirma que a Sociedade Torre de Vigia tem ocultado em suas publicações as crenças que Russell tinha. Isso não é verdade! A publicação "Testemunhas de Jeová- Proclamadores do Reino de Deus" página 201, menciona o que Russell pensava da Grande Pirâmide e explica o porquê:


"Por uns 35 anos, o Pastor Russell pensava que a Grande Pirâmide de Gizé fosse a pedra de testemunho de Deus que confirmava períodos bíblicos. (Isa. 19:19) Mas as Testemunhas de Jeová abandonaram a idéia de que uma pirâmide egípcia tenha algo que ver com a adoração verdadeira." 
(Veja os números de 15 de novembro e de 1.° de dezembro de 1928 dE "A Sentinela", em inglês).

Se a crença de Russell a respeito da pirâmide não era certa, baseou seu entendimento na Palavra de Deus, e não na piramidologia e o esoterismo como alguns afirmam. Tão forte era sua convicção na Pirâmide e a relação dela com as profecias bíblicas, que levaram os Estudantes da Bíblia a construir um monumento em forma de pirâmide próxima a tumba de Russell, no cemitério de Pittsburgh dedicado a todos os trabalhadores da Torre de Vigia dos EUA.

Os ditos exagerados dos opositores fazem com que alguns olhem com repugnância tal pirâmide, pois em seu afã de demonizar tudo relacionado com as Testemunhas de Jeová, fazem que você olhe na forma de um monumento ocultista e com características franco-maçonicas. A pirâmide tem gravado o letreiro "WATCH TOWER BIBLE AND TRACT SOCIETY" e o símbolo de uma cruz coroada, que se demonstrará que não é propriamente um símbolo maçônico.
Mas, sem dúvida, há quem acuse afirmando que C. T. Russell está sepultado em um cemitério de um Templo Maçônico. O que há de verdade?

Ele morreu em 1916. O templo maçônico (ou melhor, loja maçônica, pois não é um templo) ainda não existia. Foi construído em 1995, uns 80 anos depois.


 
A CRUZ E A COROA NÃO SÃO UM SÍMBOLO PROPRIAMENTE MAÇÔNICO
Charles Taze Russell utilizou a cruz coroada como parte do enunciado da revista "A Sentinela". Segundo sua crença, Jesus havia sido morto em uma cruz e a considerava símbolo da fé cristã. A coroa representava seu posto como Rei nomeado por Deus. Por isso tal símbolo aparecia no enunciado da mencionada revista desde 1881 até 1931. Mais tarde, as Testemunhas de Jeová compreenderam que a cruz não é o símbolo do cristianismo e nem se deve representá-lo mediante objetos. Também entenderam que Jesus não havia morrido em uma cruz, e sim em um madeiro vertical, sem nenhuma viga horizontal.

Mas alguns argumentaram que esta cruz era parecida com a cruz que os franco-maçônicos utilizavam. Indica tal similaridade que Russell havia feito parte de tal denominação? É verdade que são muito parecidas, muitas igrejas da cristandade a utilizam desde muito tempo. Estão inclusos em seus próprios edifícios religiosos!
Observe agora algumas fotografias de distintos edifícios religiosos que aparecem em páginas de internet das igrejas luterana, metodista, presbiteriana e católica. Agora vem a pergunta: É possível que estas igrejas tenham ligações com a maçonaria?

Cruz coroada em uma Igreja Evangélica Luterana

Cruz e Coroa

Cruz coroada em uma Igreja Presbiterianahttp://mlupc.org/windows/windows.htm



Cruz coroada em uma Igreja Metodistahttp://www.gbgm-umc.org/bradford/



Cruz coroada em uma janela de uma Igreja Unida Metodistahttp://www.ridgewoodumc.org/stainedglass.htm

E finalmente, as seguinte imagens mostram que os sacerdotes católicos levam em suas batinas religiosas o símbolo "diabólico"!
Com tudo isso, demonstra-se novamente que Russell não fez parte da maçonaria. Mas se você segue cegamente a mesma acusação, então somos forçados a crer que a Igreja Católica Romana tem adotado símbolos maçônicos e, portanto, sua origem é maçônica, ou igualmente a Igreja Luterana ou a Unida Metodista! Mas essa não é a realidade!

A realidade é esta: a cruz e coroa não é um símbolo exclusivo e próprio que a maçonaria tenha inventado como símbolo de seu movimento. Foi a maçonaria que adotou o emblema da cristandade católica (posto que esta tomou a cruz do paganismo e a incorporou às suas crenças e culto) e por sua vez este símbolo foi adotado da Igreja de Roma por pelo menos mais três igrejas protestantes mencionadas nesta página.

O DISCURSO DE RUSSELL
A melhor forma de mostrar a falsidade desta acusação é ler o discurso. Se trata de um discurso pronunciado aos irmãos em 1913. Neste discurso, Russell segue o bom exemplo de Paulo, que se dizia judeu aos judeus e gentio aos gentios. Aproveitando que a assembleia foi celebrada no templo maçônico, o irmão falou das coisas que temos em comum com a maçonaria, depois de dizer que também temos coisas em comum com católicos, presbiterianos, etc. Russell disse diretamente que não é um maçom. Em outro momento, disse que sim, que era um maçom, mas em sentido figurado, pois em seu discurso ele compara a congregação cristã com uma sociedade maçônica, a título de ilustração. Se este discurso demonstra que Russell era maçom, também demonstra que era presbiteriano, metodista, batista, congregacional, católico e anglicano.
Em 1913, enquanto Charles Taze Russell realizava excursões de pregação, foi convidado a explanar sobre suas crenças em um centro de adoração maçônico. Seu discurso tratou acerca do que ele pensava sobre as distintas denominações religiosas e seu conceito sobre os Franco-Maçons livres e aceitos. Falou tão bem deles, que algumas de suas palavras tem sido interpretadas de forma distinta: Se tem afirmado que ele também era um maçom livre e aceito. Esta é uma das várias razões por que os opositores das Testemunhas crêem que nossa origem tem muito que ver com a maçonaria.
Uma revisão de certas partes do discurso nos ajudará a elucidar a questão.
“ Meu tema para esta noite, queridos amigos, se baseia nas palavras do apóstolo, quando disse: “Porque o Templo de Deus é santo, o qual são vocês.”(1 Coríntios 3:17) Como pessoas cristãs, os Estudantes da Bíblia de todas as denominações, parece que temos algo em nossa fé que é comum e que está em harmonia com cada uma das denominações no mundo inteiro. Que nossos amigos Presbiterianos falam da eleição? Nós mais ainda. Que nossos amigos Metodistas tem a doutrina da graça livre? Nós também. Que nossos amigos Batistas entendem a importância do batismo? Nós muito mais. Que nossos amigos da Igreja Congregacional apreciam os grandes privilégios da individualidade no governo da Igreja? Nós o apreciamos mais. Que nossos amigos Maçons sabem algo sobre o Templo e inclusive alguns chegam a ser Cavaleiros Templários e outros? Nós mais ainda. Que nossos amigos Católicos Romanos e da Igreja Anglicana crêem em uma Igreja Universal? Nós mais ainda.”
Não duvidamos que assim como o Pastor Russell aceitou dar um sermão em um templo franco-maçom, também o tivera feito em alguma Igreja Católica ou Protestante, pois se observa sua simpatia e interesse por estas distintas religiões que mencionou na parte inicial de seu discurso. Veja a parte crítica do discurso de Russell...
“ Me sinto feliz de dirigir-me aos delegados que vieram especialmente das cidades da baía, incluindo também aos representantes de uns trinta e cinco estados que participam comigo nesta excursão. Estou muito contente de ter esta oportunidade particular de dizer umas palavras em relação com algumas coisas em que estamos de acordo com nossos amigos maçons, porque estamos falando em um edifício consagrado a Maçonaria, e porque ademais nós também somos maçons. Eu sou um Franco-Maçom livre e aceito, e se posso abordar a questão com todo seu aspecto, é porque correspondo com nossos irmãos maçons que apreciam dizermos que eles são Maçons livres e aceitos. É sua maneira de apresentar as coisas. Pois bem, eu também sou um Maçom Livre e Aceito. Confio que todos somos. Mas não unicamente segundo o modelo de nossos irmãos maçons com o que não temos nada que discutir.”
Estas palavras sublinhadas (por nós) pareceram tão claras para se dizer que o Pastor Russell era sim um “Franco-Maçom Livre e Aceito”. Mas, depois também disse:
Porém eu nunca fui maçom, tenho ouvido dizer que na Maçonaria, tem algo que ilustra muito rigorosamente tudo isto. Se trata da equitação da cabra, etc. E a Bíblia fala da cabra, como vocês sabem. A Bíblia indica que sua cabra, a que vocês tem que montar a cavalo mais ou menos cada dia, é sua própria carne. Nossos amigos Maçons tem vivenciado muito bem durante sua fundação. Tenho me perguntado como conseguiram descobrir tantos dos segredos de nossa Ordem Alta e Aceita da Maçonaria... Muitos maçons me dão a mão e me dão sua confiança com um apertão (cumprimento maçom); eles não sabem se eu sou um maçom ou não.”
Este discurso é um paradoxo. Nesta parte afirmou que “nunca foi maçom” e que os maçons não sabiam se “ele era ou não maçom” e que havia escutado “algo assim” da Maçonaria. Para que ele tivesse sido realmente um maçom, os franco-maçons não teriam nenhuma dúvida acerca dele, e ademais não teria estado confuso acerca dos ideais deste movimento, pois ao ser parte dele, o conheceria amplamente.
Qual é a verdade? Era ou não era um franco-maçom? Nós cremos que não era. Então, pois, quais foram os prováveis motivos que levaram-no a autoproclamar-se “franco-maçom livre e aceito”? Ele era um pregador do Reino que sem dúvida utilizou os métodos de evangelização dos apóstolos de Jesus Cristo.

IMITOU O APÓSTOLO PAULO

Em sua primeira carta aos Coríntios, o apóstolo declarou: E, assim, para os judeus tornei-me como judeu, para ganhar judeus; para os debaixo de lei tornei-me como debaixo de lei, embora eu mesmo não estivesse debaixo de lei, para ganhar os debaixo de lei. Para os sem lei tornei-me como sem lei, embora eu não estivesse sem lei para com Deus, mas estivesse debaixo de lei para com Cristo, para ganhar os sem lei. Para os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos. Tornei-me todas as coisas para pessoas de toda sorte, para de todos os modos salvar alguns.” (1 Coríntios 9:20-22)

Eram táticas hipócritas ou de adulação do apóstolo Paulo para converter os pagãos ao Cristianismo? Certamente que não. Foi um método eficaz que ajudou a tais pessoas a conhecer a verdade. Destacou os pontos em comum que tinha com os judeus, para ganhar aos judeus, mas não era na realidade membro da religião judaica. O método do apóstolo foi imitado por Russell.

Se você ler seu discurso, verá que não somente dizia ser franco-maçom, senão também católico, presbiteriano, metodista, batista, congregacional e anglicano. Obviamente estas palavras tem que ser entendidas ao se fazer uma comparação com 1 Coríntios 9:20-22.Qual a prova mais convincente? Ao final de seu discurso ele afirmou: Porém NUNCA fui maçom...”

Dificilmente poderia Russell haver sido maçom ou haver extraído crenças desta denominação, porque esta não tem oficialmente crenças definidas. Ademais, dificilmente Russell pôde extrair crenças religiosas da maçonaria, pois a maçonaria não tem oficialmente crenças religiosas. Por isso, não é de estranhar que nunca se tenha encontrado o nome de Charles Taze Russell em nenhum registro de nenhuma loja maçônica! Para confirmar essa afirmação, veja a resposta oficial de um site maçônico, nos seguintes links: 

http://www.freemasonry.bcy.ca/biography/russell_c/russell_c.html

http://www.freemasonry.bcy.ca/anti-masonry/anti-masonry03.html

Notem que eles falam sobre Russell não ser maçom e sobre os 'símbolos maçônicos'. Também, numa citação, no Anuário das Testemunhas de Jeová de 1976, se diz o seguinte:

"Outra mudança de conceito envolvia o símbolo "cruz e coroa", que apareceu na capa da Torre de Vigia em inglês a partir do número de 1.° de janeiro de 1891. Com efeito, durante anos muitos Estudantes da Bíblia usavam um alfinete desta espécie. Como meio descritivo, C. W. Barber escreve: "Na realidade era um distintivo, com uma coroa de folhas de louro nos lados e dentro da mesma havia uma coroa com uma cruz atravessado-a em certo ângulo. Parecia bem atraente e nossa ideia naquele tempo era que significava tomarmos nossa 'cruz' e seguir a Cristo Jesus, a fim de podermos, no devido tempo usar a coroa da vitória."


A respeito do uso de "distintivos cruz e coroa" comenta Lily R. Parnell: "Isto, segundo o irmão Rutherford pensava, era babilônico e devia ser descontinuado. Ele nos disse que quando íamos às casas das pessoas e começávamos a falar, esse era o testemunho em si mesmo." Assim sendo, refletindo sobre o congresso dos Estudantes da Bíblia em 1928, em Detroit, Michigan, escreve o irmão Suiter: "Na assembleia, mostrou-se que os emblemas cruz e coroa não só eram desnecessários mas condenáveis. Assim, descartamo-nos desses itens de jóias.' Cerca de três anos depois disso, começando com seu número de 15 de outubro de 1931, A Sentinela em inglês não mais trazia o símbolo da cruz e coroa na capa.

Alguns anos depois, o povo de Jeová aprendeu pela primeira vez que Jesus Cristo não morreu numa cruz em forma de T. Em 31 de janeiro de 1936, o irmão Rutherford lançou para a família de Betel de Brooklyn o novo livro Riquezas. De acordo com a Bíblia, dizia, em parte, na página 27 (26 em português): "Jesus foi crucificado ou afligido, porém não exatamente numa cruz lavrada, como está representado nas imagens que os homens fabricam; a crucificação de Jesus consistiu em ser o seu corpo cravado ou pregado no madeiro."
Realmente, portanto, não há nenhuma prova que apoie o que não é mais que uma mentira, dentre tantas!
Cabe a cada qual verificar se as tantas acusações são procedentes, e nunca julgar toda declaração como sendo verdadeira. - Provérbios 14:15
Observe como até líderes evangélicos que geralmente são os que falam estas mentiras sobre as Testemunhas de Jeová são acusados de serem maçons, será que é verdade?  Cabe a cada um analisar os fatos e não ser taxativo.  


Saiba mais!

3 comentários:

  1. Boa noite, caro(a) Administrador(a)!

    Como faço para entrar em contato contigo? E mais uma vez: parabéns pelos serviços prestados!

    Abraços calorosos.

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    1. Deixe email ou face. Não publicarei suas contas.

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  2. Eu tenho o pé atrás com sites e blogs que "defendem" as Testemunhas dos ataques dos mui sábios apostatas. Mas isso mostra que além do escarnio e do uso de verdades e mentiras e meias verdades como chicote moral contra as TJs há respostas para esses cães mentirosos.

    Mas penso também sobre como lidar com a ausência de certas respostas, de dúvidas... como no contraste do caso discípulo Tomé diante de Jesus. ..

    No caso de alguns a mentira bem feita, por ser um produto de inteligência e consequente poder é mais atrativa que uma verdade simples.


    A organização hodierna do povo de Jeová com Jesus Cristo diante dos seus escarnecedores na sua ultima noite se mantem calada em alguns casos. Ela tem muito o que fazer em expor a luz da verdade invés de chutar todo cão que ladra no seu caminho.

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